Mais uma etapa cumprida!
Há 15 anos
tem uma borboleta no concreto.
Terminar uma série é o mesmo que terminar um livro em que acompanhamos os personagens desde o seu nascimento até a morte. Parece que os personagens já faziam parte de nossas vidas e temos que deixá-los partir para os arquivos da memória, bem como os atores partiram dos corpos que vestiam para novos papéis. Mas, a partir de agora este não será mais um seriado vazio como um livro não lido na estante, dentro dele há recheio, há pulsações, há corações que explodem e pedem para ser vistos. Sentirei saudades até que se inicie uma próxima descoberta.
Entrei no ônibus. Vi no vidro da janela uma mariposa que se esforçava para encontrar a saída. Ela voava de um lado para outro, andava no vidro, mudava de janela, mas não conseguia sair. Pensei em pegá-la pelas asinhas e colocá-la para fora, mas queria ver até onde ela ia chegar e esperei. Durante esta espera, imaginei uma mariposa-humana e suas possíveis reações diante do desafio em que se encontrava. Mil possibilidades de ações e reflexões poderia ter essa mariposa-humana. Ela poderia ficar neurótica, achando que esse tipo de coisa só acontecia com ela, poderia estar claustrofóbica, ansiosa, tendo um ataque de pânico por não conseguir achar a saída, poderia estar rezando implorando um auxílio maior para sair dessa situação desesperadora, poderia estar pensando que ia conseguir sair desta situação mesmo que isso lhe custasse a vida – afinal quando foi que ela desistiu antes? Essa circunstância poderia criar um trauma na vida da mariposa, a resolução desta questão – qualquer que fosse ela – poderia causar-lhe uma significativa modificação no modo de encarar a vida, de relacionar-se com as pessoas, de ver o mundo. Afinal, que destino teria a mariposa se fosse ela humana?
Uma exposição de fotos recém-inaugurada na Espanha retrata com humor as manias das mulheres com mais de 50 anos, como a de escolher a calcinha favorita para ir ao ginecologista. As ideias chegaram até o fotógrafo Héctor Barnabeu através de um grupo no Facebook. As modelos posaram voluntariamente e assumiram, por exemplo, que colocam um saco na cabeça para se proteger da chuva. A mostra 'Senhoras que...' reuniu mulheres de toda a Espanha para um total de 20 fotos. Em outra foto, elas satirizam a mania de se lamentar das doenças e tarefas domésticas com as amigas."